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Estudo mostra relação entre mudanças climáticas e enxaqueca

Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati apontou uma relação entre mudanças bruscas de temperaturas e crises de enxaqueca

07/07/2024 às 10h47
Por: Redação Fonte: Saúde em dia
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Foto: Shutterstock
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Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati, da Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai, nos Estados Unidos, mostrou que quanto mais elevadas as temperaturas (consequência das mudanças climáticas), maior a incidência de enxaqueca. Isto é, nas pessoas que já têm o diagnóstico da doença.

Para o estudo, foram cruzados 71.030 registros diários de 660 pacientes, que sofrem com enxaqueca, e os dados meteorológicos regionais. Assim, os pesquisadores descobriram que para cada variação de temperatura de 10 graus Fahrenheit, o equivalente a menos 12º Celsius (ºC), ao dia, houve aumento de 6% na ocorrência de queixas de dores de cabeça.

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Além do diagnóstico, a mudança nas temperaturas impacta especialmente quem não está tratando a doença, afirma a neurologista Thaís Villa. 

“Já que a mudança climática é um gatilho inevitável (não é possível evitar as mudanças do clima), é importante que toda a pessoa com enxaqueca procure um médico neurologista para fazer o tratamento de controle da doença. Assim, mesmo exposta aos gatilhos, ela tem menos possibilidade de crises”, afirma a médica.

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Calor ou frio excessivos podem ser gatilhos

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As mudanças climáticas se caracterizam por alterações bruscas de temperatura, além de tantos outros fenômenos naturais. Segundo Thaís, tanto o calor quanto o frio excessivo podem ser gatilhos para crises de enxaqueca. “Tudo em excesso para a pessoa que tem enxaqueca e está sem tratamento pode ser gatilho”, destaca. 

No caso do calor excessivo, também é muito importante evitar a desidratação, porque ela é um gatilho a mais além do calor para quem tem enxaqueca. 

Além disso, a médica recomenda proteger a cabeça do sol, uma vez que a temperatura alta direto no couro cabeludo da pessoa doente, que naturalmente tem um couro cabeludo com nervos inflamados, vai ser um gatilho para crises imediatas. Portanto, colocar chapéu, ficar em lugares de sombra e lugares longe do sol são medidas de prevenção importantes.

No calor excessivo, com muito sol, também é comum a fotofobia (sintoma de intolerância à luz). Além de ser um sinal comum de enxaqueca, este também pode ser um gatilho se o olho captar a luz de maneira muito excessiva. Então, usar um óculos escuro também é importante, destaca a neurologista.

 

Evitando gatilhos e tratando a doença

Thais lembra que existem gatilhos evitáveis para crise de enxaqueca, como jejum e desidratação. “No caso de gatilhos inevitáveis, tem que controlar a doença para que esse gatilho não funcione como desencadeador de crises. Se a pessoa tiver enxaqueca tratada e controlada, ela não vai ter gatilho com a mudança climática”, afirma. 

No entanto, vale destacar que a enxaqueca não se trata evitando gatilhos. Afinal, como as mudanças climáticas, muitos deles são inevitáveis. 

“O controle da enxaqueca deve ser realizado por meio de tratamentos específicos como a toxina botulínica, os medicamentos específicos chamados anti-CGRP e o principal: o manejo da doença de maneira integrada e individualizada por um neurologista especialista e uma equipe especializada”, finaliza a profissional.

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